Biodiesel é um dos principais pontos dos entendimentos, gerando negócios entre a Petrobras e a Galp
Em meio às turbulências na economia mundial, que geraram receios na aplicação de novos investimentos, empresas portuguesas buscam no Brasil uma oportunidade de cooperação nos negócios de energia. Durante a IX Cimeira Brasil-Portugal, realizada no final do mês de outubro, na Bahia, diversos acordos foram celebrados, entre eles uma parceria entre Petrobras e Galp para estudar a viabilidade de implantação de um pólo para a produção de óleo de palma (o tradicional dendê baiano) e óleo de girassol, matérias-primas para a produção de biodiesel.
Segundo informações da Petrobras, a intenção é instalar este pólo em território baiano.
O documento é um desdobramento do “Acordo de Investimentos” assinado no início de outubro em Lisboa entre a Petrobras e a Galp para formação de uma joint-venture, que tem como intenção o desenvolvimento de um projeto de produção de biodiesel.
Agora, a parceria está dividida em duas fases. Uma estima a produção de 300 mil t de óleo vegetal por ano no Brasil. A outra prevê 250 mil t anuais de biodiesel de segunda geração - metade da produção deve ser produzida em Portugal e a outra parte em local a ser definido. De acordo com a Petrobras, “o capital social será dividido entre Petrobras (50%) e Galp Energia (50%)”.
Participaram da cerimônia o presidente Lula, o primeiro-ministro José Sócrates Carvalho, ministros de Estado, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o prefeito João Henrique Carneiro e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Novas energias
Outro acordo envolve a Petrobras com a empresa lusa EDP Energias do Brasil e estabelece a criação de parcerias na realização de estudos para projetos de geração de energia a partir de usinas hidrelétricas, eólicas e termoelétricas movidas a gás natural e biomassa como bagaço de cana. O memorando tem o prazo de validade de dois anos. Ainda na área energética, há também projetos com a Petrogás, para exploração de gás em águas rasas nas bacias de Santos, Espírito Santo e Campos.
As parcerias foram elogiadas pelo presidente Lula. Ele considerou como portão de entrada da União Européia para o combustível brasileiro, os acordos envolvendo a produção de biocombustíveis.
“Neste momento de crise, no qual todas as empresas estão obrigadas a pensar cuidadosamente nos seus investimentos, é muito positivo ter um parceiro sólido como a Petrobras”, afirma António Pita de Abreu, diretor-presidente da EDP Energias do Brasil.
O executivo explica que, com a assinatura do memorando, “a EDP Energias do Brasil e a Petrobras empenharão esforços conjuntos, cada um na sua competência, para identificar e viabilizar investimentos em ativos de geração de energia elétrica, que têm por objetivo colaborar com a ampliação do parque gerador do Brasil”, diz.
Com foco em gás natural e energia, o documento assinado entre a petroleira e a européia prevê a formação de parcerias na realização de estudos para projetos de geração de energia a partir de usinas hidrelétricas, eólicas e termelétricas movidas a gás natural e biomassa, como o bagaço de cana-de-açúcar. O memorando de entendimentos tem prazo de validade de dois anos.
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